Às vezes fico só, às vezes gosto da solidão;
Às vezes me sinto bem, mas mal por sentir bem
Às vezes amo e sou amado, mas ainda continuo infeliz;
Às vezes me sinto especial, às vezes insignificante;
Às vezes sou inconsciente, tendo consciência;
Às vezes, busca a felicidade com o amor,
Mas do mesmo jeito que o amor é tudo,
Ele pode ser nada, e volto à rotina;
Às vezes me consideram bobo, às vezes eu até concordo;
Às vezes sinto prazer, às vezes não gosto de sentir-lo;
Às vezes eu arrependo, às vezes eu acho bem feito;
Às vezes sou parado, às vezes agitado;
Às vezes penso pra fala, às vezes falo sem pensar;
Às vezes to com, às vezes sem;
Às vezes sim, às vezes não;
Às vezes mais, às vezes menos, ás vezes mais ou menos.
Às vezes sou mais eu, mas não sou seguro
Às vezes minhas virtudes são defeitos e vice-versa
Você foi a noiva (Alma) e eu o noivo emolado (Cristo)
Fui o pecador (Alma) e você o pecado (Sedução)
Não se sabe se tudo foi apenas peça de teatro.
Fui um colega, um amigo querido
Me tornei o remédio para seu coração ferido
Demonstrei minha poesia sendo você a inspiração
Foi a ligação perfeita como a do arroz e feijão
Uma Rosa doente para o Jardineiro cuidar
Te faço várias letras para sua linda voz cantar
Sintonia de voz e melodia;
A esperança em meio a tempestade,
O renascer um novo dia.
Mas como um impacto que veio forte,
Deixou uma ferida sangrar
Deixou dúvida da verdade
Como isso cessará?
Em Jesus se encontra satisfação da sede
Se encontra a paz que não condicionada de silêncio
A presença dEle acalma o coração desesperado
Traz alegria ao que chora, esperança ao que implora
Se torna totalmente importante para a vida, porque é a verdade e a abundancia dela
Transforma o que tanto valorizavamos em lixo
E o que não valorizavamos em essêncial, pois, é!
Desbestializa o "ser-humano" fazendo-o ser humano
Que não necessita de lei ou controle algum
Apenas de algo que o condicione e que insentive a fazer
O amor imerecido de Deus que ainda é imerecido enquanto vivermos
Até quando formos perfeitos.
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinícius de Moraes
Talvez eu precise chorar
Me ver nos os olhos dos outros
Tirar minhas justificativas
Que torna justo o meu erro
Não posso rir dos problemas
Eles são perigosos
Definem a minha carreira
Minha história, meus cálculos
Sou um bom conselheiro
Mas coberto de tais mascaras
Dentro está o vazio, o monstro
Coisa que ninguém encara
A minha quietude e sorriso
São os esconderijos dos meus odores
Jogo perfume nos cadáveres
Não mostro susto nos terrores.
Mostro ser capaz
Pra esconder a minha insegurança
Exageros nos atributos
Engordo minha poupança
Meus olhos querem lacrimejar
Parecer fraco, jamais
Mas fazer de forte é um desafio
Sou pequeno de mais.
Preciso de ajuda
Escutem o meu clamor
Não preciso de pessoas que me julguem
Mais que me tratem com compreensão e amor
Me deem uma flor?
Quem poderá ouvir seu grito de misericórdia?
Quem o socorrerá no tormento?
Se todas as vozes lhes são contrárias
A massante vida de não saber de seus direitos
Sempre vigiado por olhos sanguinários
Esperando um só vacilo
Pra o caçar por todos os lados
Aonde achar abrigo?
Alguém se possibilita em ser seu amigo?
Porque todos os sorrisos a sua volta são amarelos
Um tapa nas coisas, um aperto camarada
E ninguém pra satisfazer seu anelo.
Será que os turnos serão tão agustiantes?
Será que não enchergaram sua labuta
Os dias passam tão intermináveis
O leão na sua frente, e a luta.
Eles não sabem o quanto se esforçou
Para ser o que ainda não era
Não o recompeçaram do que fez
Só ouviu os elogios de quem erra
Esse foi o diaEu falo do dia
Aquele que os pássaros cantavam mais lindo
E as árvores balançavam na melodia
Estávamos a conversar pela praça
Você tropeçou e sorriu
És imperfeita como eu
Vivo a cair por tanto tropeçar
Se sentiu a vontade e expôs o seus defeitos
Os defeitos mais normais possíveis
As esquizofrenias mais bobas
As dificuldades tão tolas
Como o seu coração é lindo
Das intenções mais inocentes
Tão doce e sensível o seu dom
Tão apaixonada no seu Criador
Trocamos algumas admirações
Me surpreendi com sua sinceridade
Não paga o mal com o mal
Fica calada diante a vozes gritadas
De tão nobre que é
Queria te chamar de princesa
Te botar um vestido da cor que preferir
Rosa, branco ou turquesa
É tão frágil e pateta
Ao mesmo tempo, esperta e guerreira
Talvez fosse isso em que me apaixonei
Tudo isso somado com sua beleza
Ao longe no horizonte
O sol já estava sumindo
E com ele, o nosso dia ia se indo
Um gesto distante
Vi você sorrindo
Depois de ter conversado bastante
Eu estava partindo.
Seu rosto se emagreceu de tristeza
A saudade bateu no peito
- "Não vá. Está cedo. Fique mais um pouquinho?"
- Não se preocupe, amanhã nos encontramos.
Mais que alegria
Esses encontro virou monotonia
Foram assim por mais 2 dias
Você agora é minha rotina
No terceiro dia, te encontrei por acaso
Eu estava a caminho do almoço
E você a fazer um trabalho
Nos falamos rapidamente
A pressa foi pertinente
Naquela tarde não nos encontramos
Eu não sei o que aconteceu, fiquei esperando
A cada cabelo negro, atraia a atenção do meu olhar
Nunca era você
Esperançoso fiquei. No outro irei te encontrar
Mas esse dia te encontrei ocupada
Tão distraída, não quis atrapalhar com minha chegada
Mesmo assim te cumprimentei, não sei se me escutou
Sumiu, e não disse nada.
Agora me pergunto onde está você?
Onde está você, oh minha amada?
Por que some assim tão de repende
E depois nem vem me dizer nada?
Aqui passo o meu tempo
Fazendo poesia por tanto lamentar
Minha inspiração vem da dor, eu entendo
Do momento tão tenso de esperar
Rodrigo Melo
Estou triste, a ponto de morrer
Minhas tentativas de me curar se cessaram
Minhas feridas não cicatrizam
Apenas se encobrem
Por dentro, só puz e vermes.
Se alimentam da minha fraqueza
Da minha absoluta incerteza
- Não me comam vivo!
O sangue de tanto derramar
Se secou tirando-me a vida
A tristeza, a angústia e a dor
parece ser minhas cenas vividas
O que pode me satisfazer
Tudo parece ilusão
Se perco se ganho, quem vai saber?
Aos poucos se desvalece o meu coração.
Os meus gritos por socorro
Não soam um só vibrado
Todos me olham como normal
Ninguém sabe do meu desamparo
Minha mãe sempre doce
Me chega como afago
Mas eu a olho e disfarço
Dou-lhe um beijo amargo
Matei todos os meus Heróis
Por que nenhum teve o poder de me salvar
O buraco do meu peito é tão grande
Só alguém muito poderoso pra entrar
Alguém mais forte que eu
Alguém invencível, potente
Alguém perfeito, puro
Alguém que também me entende
Nessa condição fui achado
Procurando migálhas, restos mortais
Mendigando, pedindo ajuda
lavagem, pão, alguém pra me entregar
Só o conhecia de ouvir falar
Me disseram que ele faz barganhas
Um ser apaziguador que passa a mão na cabeça
Não corrigindo ninguém das constantes artimanhas
Já me disseram que ele é um delírio
Outros disseram que é um tirano
Mas o que enxeguei depois do colírio
Foi A Perfeição do Ser-Humano
Ele não é desse tempo
Veio de todos os tempos
Veio de carne de espírito
Sentia alegria e lamento.
De um jeito tão simples
Eu passe a morar nele, e ele em mim
Tudo o que era dele, era meu
Tudo que eu era, não era tão bom assim
Rodrigo Melo
“Tranquiliza-te à vontade comigo:
Eu sou Walt Whitman Generoso e pletórico como a natureza
Enquanto o sol não te excluir,
Eu não te excluirei.
Enquanto as águas não se recusarem a fremir para ti
e as folhas a fremir para ti,
As minhas palavras não se recusarão a fremir e a ressoar para ti.
(...)
Para que não me esqueças, durante minha ausência,
Eu te saúdo com este expressivo olhar.”
Whitman, Walt.
Folhas de Relva.
O que dizer?
Melhor é mesmo não mensionar
Se o destino quiz assim,
Correr conforme o mar
O seus olhos descobrem os meus
Somos cumplices de um perigoso crime
Alguém desconfia dessa trama
Sabemos dessa dúvida que nos reprime
O mistério do que estava certo
Se difez por ser tão duvidoso
Só sei que poesia descorria levemente
Amor com de um jeito delicioso
A musica tocou
Podia ter sido pra mim
A esperança tanto esperou
Você se lembrou e eu senti
Ele não te faz poesia
Assim com eu as fiz pra você
Talvez não enxergue a beleza, a energia
Coisas singulares que só eu pude ver
Não me pergunte o que acontece
Eu também não sei explicar esses sentidos
Você sabe que eu sei, sei que você sabe
Aparente almas gêmeas que são apenas amigos.
Deixa estar como está
A vida segue o caminho da felicidade
Abraços, os jestos e os carinhos
Apenas uma singela amizade.
Mas um vez eu te vi
Depois de muito tempo trouxe saudade
Trouxe também o medo de te perder
De ter fugido com o garoto da cidade
O seu beijo de tão distante me alcançou
O peito se apertou de tanta alegria
Como quero estar lá, junto com ela
Passar a beleza apaixonante de um dia
Com um bolo promete me receber
No dia que tanto espero ver
Instante em que as ilusões se concredizarem
As horas passarem
E eu em ti me perder
Com um abraço apertado quero te dizer
As coisas que foram ditas sem te ver
Olhar nos teus olhos e nem falar
Aquelas coisas que sabemos só de olhar
Vários já foram os anos de amor
Amizade essa nunca conformada
Esperança de adolecente
Duas almas apaixonadas
Não podemos viver em função disso
Tenhos a nossa vida e estrada
Mas me espere, olhos azuis, não demoro
Está mais perto a hora da minha chegada.
De uma humildade admirável
Se esconde na própria timidez
Quem vê, acha que "empina o nariz"
Porque apenas de longe te vê
O sorrido é cativante
Tão fácil de acontecer
Se alegra com a vida, com a verdade
Apesar de tanta luta e desprazer
Menina de brilho natural
Raro uso de maquiagem
Sim, és tão pura e selvagem
Seria mesmo inútil tanta vaidade.
Precose é de idade
O mundo te fez crescer
És mulher feita, moça direita
Impossível é não te querer
Sua estrutura não é explicável
Nem exedida de mais, nem demonstra magresa
Certo que és formosa, morena
Garota de singular beleza
Meu transito pára quando ela está de passagem
Cabelos negros tão lisos
E tão vivos é lindos quanto sua imagem.
Quero ser o seu palhaço
Pra você ser minha platéia
Apenas na pretenção de ver mais uma vez o seu sorriso
E meu mundo ser invadido pela morena mais bela.
Quero ser o seu remédio para curar as feridas que esse mundo cruel te causar.
Quero te elogiar no dias em você se sentir horrorosa.
Quero compartilhar minha alegria com você e estar junto no seu contentamento.
Quero te consolar nos seus momentos de tristeza.
Quero te dar esperança nos dias em você ver o céu se fechando pra você.
Quero tem amar nos tempo em que você se achar odiada.
Quero te abraçar quando você se desesperar.
Quero te entender e compreender quando estive confusa.
Quero te buscar te descobrir como um garimpeiro em busca de sua pedra preciosa.
Quero demonstrar o quanto me preocupo com você.
Quero melhorar para não te decepcionar, me reinventar para sempre te agradar.
Quero falar tudo o que está escondido no meu coração.
Quero aumentar cada dia mais o instante do seu prazer.
Quero te dar conselhos pra te aliviar.
Quero fazer palhaçadas pra te fazer você sorrir, te divertir nos dias do seu tédio.
Quero te acariciar quando estiver cansada ou carente.
Quero te trazer conforto e segurança no dias do seu medo.
Quero te suportar nos dias da sua ira.
Quero perdoar ou te exortar quando estiver errada.
Quero te fazer feliz, porque o meu prazer é o seu sorriso.
Rodrigo Melo
Tentei fazer com que a música me leve
E só histórias inúteis e passageiras me contou
Tentei fazer milagre na cura
E o sobrenatural se apagou
Mas não é preciso prova
Pra convencer do que acredito
Estou apenas enrolando o tempo
E a verdade eu omito
Feche a porta,
Deixo-nos a sós
Precisamos conversar
Tenho me deixado tão só
Rodeado com tanta gente
Só embaraçam mas o nó
Preciso de tempo, de atenção
Alguém que tenha compaixão e dó
Um ombro amigo
Um refúgio, um abrigo
Uma viagem de trenó
Tem gente morrendo clamando por ajuda
E agente não ajuda por não saber ajudar
Mas quem ajuda esse vive e luta
Esperando alguém pra conversar
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Vinicius de Moraes
Quem sou eu
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