Vi a lua brilhar forte no céu. Parece ser você.

Vi você ir deitar com o coração gelado por uma noite fria tão seco como um deserto.

Confuso estão suas opções. Tudo parece não ter algum sentido ou propósito. Mesmo na dor você permanece sem gemer uma palavra. Quase que sozinha tenta vencer o que te faz sofrer porém, sem abrir a boca você confessa com as emoções o motivo da sua tristeza.

Ainda assim clama um voz baixa. Aquela esperança que somi mas nunca desaparece. A crença de um dia achar ou ser achada pela felicidade. Aquele que cuida de você na presença e na ausência. O que participa de seus dias felizes. Que te observa em um olhar demorado mesmo que você não o veja. Que te elogia pra ele mesmo e pra você também. Que faz transparecer que te conhece muito bem. Que sempre se declara fazendo-te delirar.

Como um escritor sem uma história
Um desenhista sem um personagem,
Um historiador sem nenhuma memoria,
Um comediante sem uma bobagem,

Como um profeta sem nenhuma palavra,
Uma história de princesa, sem uma bruxa malvada

Um "bereano" sem uma bíblia 
Um pai sem filha,
Uma pessoa sem vida,
Como uma fonte que não mina.

Assim é o poeta machucado no coração.
Perdeu seu valor pois estava sujeito a sua inspiração.
Viu todos os seus erros que justica a razão.
Aprendeu com a dor, lamentou sua imperfeição.

Se fez como um detitive sem uma pista.
Se tornou um palhaço sem alegria.
Um atleta sem nenhuma conquista.


Que destino paradoxal de necessidade continua e de decepções laterais.
Tenho medo de me aproximar de mais da rosa e me ferir com os espinhos
Mas se eu não me aproximar muito, ela murcha.

Amor é se doar. Se sacrificar. É uma dor. É um preço de vários preços.
Incompriencível. Expontâneo. Exagerado. Arriscado. É Insensatez sábia e controlada. As vezes não.


Um poeta pode convencer nas palavras, mas alguém poderá convencer ainda mais nas expressões.

Machado de Assis disse: “Não é que a poesia seja necessária aos costumes, mas pode da-lhe graça”. E foi nisso que eu descobri o meu erro. Mesmo que essa não seja a interpretação correta e coerente dessa frase, foi a que fez sentido pra minha vida:

A poesia trás muita graça para a vida. Ela demonstra o valor, o carinho e admiração. A sua elaboração é de contemplável talento, porém, ela não é necessária. Ela não pode ocupar a necessidade de ligação concreta.

O que é necessário é o amor demonstrado, o carinho, o abraço forte, o gesto, o olhar. O contato de carne. A troca de olhares e o dizer sincero dos sentimentos do coração e dos elogios singulares.

E isso foi o que eu não fiz. Fiz necessários os meus versos e ainda exigi correspondência. Enquanto eu me exponha tangivelmente de verdade, mostrava a realidade das minhas palavras, e a conquistava. Quando minhas palavras falavam mais que minhas ações, eu a perdia. Mas só depois que ela se afastou que eu percebi. Não enxerguei os tantos sinais que me mostravam o que eu deveria de fato fazer. Que tolo.

O erro não está na poesia, mas de como o poeta a usa.

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